sábado, 2 de outubro de 2010





Não repita os erros dos seus pais
Pr. Josué Gonçalves
"As pessoas sábias não erram para aprender.
 Ao contrário, aprendem com os erros dos outros"

Qual é o tamanho da sua frigideira? Havia uma mulher que todas as vezes que fritava um peixe, ela cortava a cabeça e o rabo do animal. Com o passar do tempo, o marido, intrigado com aquela perda substancial, perguntou a ela: "Querida, por que você sempre corta a cabeça e o rabo do peixe antes de fritá-lo?" Ela respondeu: "É porque minha mãe sempre fez assim". Então ele foi perguntar para a sogra por que ela cortava a cabeça e o rabo do peixe antes de fritá-lo. A resposta foi exatamente a mesma: "É porque a minha mãe sempre fez assim". Então o marido, inconformado, foi perguntar para a avó da esposa por que ela cortava a cabeça e o rabo do peixe antes de fritá-lo.  A resposta foi esta: "Meu filho, é que naquele tempo, só tínhamos uma frigideira, que era muito pequena. Como o peixe sempre era bem maior do que a frigideira, eu cortava a cabeça e o rabo para poder fritá-lo".
         Observe que há muitos cometendo os mesmos erros que os pais cometeram só porque não são capazes de perguntar.  A esposa jogava fora uma boa parte do peixe, repetindo o que a mãe fazia, sendo que sua vasilha era suficientemente grande para fritar o peixe inteiro. Nem tudo o que os nossos pais fizeram serve para os nossos filhos hoje.
         Todos nós temos uma bagagem comportamental que trouxemos da nossa família de origem. Muitas coisas devem ser preservadas; outras precisam ser jogadas fora  a fim de serem substituídas por outras que agreguem valores ao relacionamento familiar.
      Alguns erros que muitos pais cometeram no passado:
1)      Fazer da "cinta ou da vara de marmelo" a única forma de disciplina.
2)      Ensinar o menino que homem que é homem não chora.
3)      Quando um filho errava, todos apanhavam.
4)      Usar, como castigo, deixar o filho ajoelhado um bom tempo sobre grãos de arroz ou de feijão.
5)      Obrigar o adolescente a ter um comportamento de adulto.
6)      Bater no filho com fio de ferro, vara de pescar e outros instrumentos.
7)      Deixar o filho sem comer durante um dia trancado no banheiro.
8)      Fazer o filho comer um prato de comida inteiro, mesmo ele não estando com fome.
9)      Obrigar o filho a gostar de alguma coisa só porque o pai gostava.
10)  Obrigar o filho a fazer um curso universitário só para realizar um sonho do pai, quando na verdade não era o que o filho queria.
      Certa vez, ouvi a história de um pai que obrigou TODOS os seus filhos a cursarem medicina por uma única razão: ele - o pai - era médico!
20 dicas para quem deseja ser um Pai Ideal!

Pr. Josué Gonçalves

1.       Declare seu amor ao filho.
2.       Desenvolva a auto-estima do seu filho.
3.       Seja amigo pessoal do seu filho.
4.       Ouça com o coração o coração do seu filho.
5.       Peça perdão sempre que errar com o filho.
6.       Conte sua história ao filho.
7.       Não abra mão da disciplina sempre que for necessário.
8.       Não anule o efeito da disciplina.
9.       Cumpra suas promessas.
10.   Respeite as emoções do filho.
11.   De carinho, porém imponha limites.
12.   Supervisione seu filho quanto à internet.
13.   Conheça os amigos dos seus filhos.
14.   Ensine-os a amar a igreja, sendo um cristão exemplar.
15.   Treine seu filho para ser um vencedor.
16.   Não super proteja.
17.   Procure praticar o que você ensina.
18.   Cuidado com o seu nível de estresse.
19.   Seja ame e seja fiel a mãe dele.
20.   Não repita os erros dos seus pais.


A importância de um PAI-AMIGO

"... há um amigo mais chegado do que um irmão" (Pv 18.24)

Quem tem o pai como o seu melhor amigo tem um tesouro de valor incalculável. A família precisa ser uma comunidade de amigos. Se todos os pais soubessem que relacionamento vem antes de regras, teríamos filhos menos rebeldes e famílias vivendo bem melhor. O filho precisa ver no pai as marcas de um amigo autêntico. Como descrever um autêntico amigo? Amigo é aquele que ouve com interesse e sensibilidade, compreende, confronta com a verdade, estende a mão, não desiste com facilidade do outro, abraça, sofre junto, motiva, aconselha, compartilha sonhos, etc. Você tem sido amigo pessoal do seu filho?
Alguém disse que amigos são como árvores frondosas que, em tempos difíceis, oferecem sombra e frutos. Porém, só os têm quem planta a semente da amizade. O lar é o melhor terreno para se plantar a semente da amizade. Só tem amigos quem sabe ser amigo. É triste quando um filho diz: "Meu pai nunca se preocupou em ser meu amigo, ele tem tempo para tudo e todos, menos para me ouvir".
    Algumas perguntas para você refletir:
·      É comum você participar de programas elaborados pelo filho, como uma pescaria, um jogo de futebol, um campeonato de pingue-pongue, um passeio ecológico, etc?
·      Os amigos do seu filho são bem recebidos por você quando vão à sua casa?
·      O seu filho tem liberdade para conversar sobre qualquer assunto com você?
·      Você dá atenção especial quando percebe que o seu filho está vivendo um momento turbulento em alguma área da vida dele?
·      Você já chorou com o seu filho algum dia?
·      As escolhas e as decisões que o seu filho toma são influenciadas por você?
          Lembre-se que, assim como leva um bom tempo entre plantar uma semente e ter uma grande árvore, construir um relacionamento de amizade com o filho também requer tempo, paciência e dedicação.
        O seu filho pode dizer hoje: "Meu pai é o meu melhor amigo"?
        Pense nisso.


Augusto Cury
Este hábito dos pais brilhantes contribui para desenvolver:
reflexão, segurança, liderança, coragem, otimismo,
superação do medo, prevenção de conflitos.
Bons pais cuidam da nutrição física dos filhos. Estimulam-nos a ter uma boa dieta, com alimentos saudáveis, tenros e frescos. Pais brilhantes vão além. Sabem que a personalidade precisa de uma excelente nutrição psíquica. Preocupam-se com os alimentos que enriquecem a inteligência e a emoção.
Antigamente uma família estruturada era uma garantia de que os filhos desenvolveriam uma personalidade saudável. Hoje, bons pais estão produzindo filhos ansiosos, alienados, autoritários, angustiados. Muitos filhos de médicos, juizes, empresários estão atravessando graves conflitos. Por que pais inteligentes e saudáveis têm assistido seus filhos adoecerem?
Porque a sociedade se tornou uma fábrica de estresse. Não temos controle sobre o processo de formação da personalidade dos nossos filhos. Nós os geramos e os colocamos desde cedo em contato com um sistema social controlador (Foucault, 1998).
Eles têm contato diariamente com milhares de estímulos sedutores que se infiltram nas matrizes de sua memória. Por exemplo, os pais ensinam os filhos a ser solidários e a consumir o necessário, mas o sistema ensina o individualismo e a consumir sem necessidade.
Quem ganha essa disputa? O sistema social. A quantidade de estímulos e a pressão emocional que o sistema exerce no âmago dos jovens são intensas. Quase não há liberdade de escolha.
Ter cultura, boa condição financeira, excelente relação conjugai e propiciar uma boa escola para os jovens não basta para produzir saúde psíquica. Qualquer animal só consegue escapar das garras de um predador se tiver grandes habilidades. Prepare seus filhos para sobreviverem nas águas turbulentas da emoção e desenvolverem capacidade crítica. Só assim poderão filtrar os estímulos estressantes. Serão livres para escolher e decidir.
Os pais que não ensinam seus filhos a ter uma visão crítica dos comerciais, dos programas de TV, da discriminação social os tornam presas fáceis do sistema predatório. Para este sistema, por mais ético que ele pretenda ser, seu filho é apenas um consumidor em potencial e não um ser humano. Prepare seu filho para "ser", pois o mundo o preparará para "ter".
Alimente a inteligência
Bons pais ensinam os filhos a escovar os dentes, pais brilhantes os ensinam a fazer uma higiene psíquica. Inúmeros pais imploram diariamente para que os filhos façam a higiene bucal. Mas, e a higiene emocional? De que adianta prevenir cáries, se a emoção das crianças se torna uma lata de lixo de pensamentos negativos, manias, medos, reações impulsivas e apelos sociais?
Por favor, ensine os jovens a proteger sua emoção. Tudo que atinge frontalmente a emoção atinge drasticamente a memória e constituirá a personalidade. Certa vez, um excelente jurista me disse no consultório que, se tivesse sabido proteger a sua emoção desde pequeno, sua vida não teria sido um drama. Ele fora rejeitado quando criança por alguém próximo, porque tinha um defeito na face. A rejeição controlou sua alegria. O defeito não era grande, mas o fenômeno RAM registrou-o e realimentou-o. Não teve infância. Escondia-se das pessoas. Vivia só no meio da multidão.
Ajude seus filhos a não serem escravos dos seus problemas. Alimente o anfiteatro dos pensamentos e o território da emoção deles com coragem e ousadia. Não se conforme se eles forem tímidos e inseguros.
O "eu", que representa a vontade consciente ou a liberdade de decidir, tem de ser treinado para tornar-se líder e não um fantoche. Ser líder não quer dizer ter capacidade para resolver tudo e assumir todos os problemas à nossa volta. Os problemas sempre existirão. Se forem solucionáveis, temos de resolvê-los. Se não temos condições de resolvê-los, precisamos aceitar nossas limitações. Mas jamais devemos gravitar na órbita deles.
Se você tivesse a capacidade de entrar no palco da mente dos jovens, constataria que muitos são atormentados por pensamentos ansiosos. Alguns se angustiam com as provas escolares. Outros, com cada curva do corpo que detestam. Outros ainda acham que ninguém gosta deles. Muitos jovens têm uma péssima auto-estima. Quando a baixa auto-estima nasce, a alegria morre.
Certa vez, um jovem de dezesseis anos me procurou após uma palestra. Disse que diariamente destruía sua tranqüilidade ao pensar que um dia ficaria velho e morreria. Ele estava começando a vida, mas se perturbava com seu fim. Quantos jovens não estão sofrendo, sem que nem mesmo seus pais ou seus professores lhes perscrutem o coração? O cárcere da emoção tem aprisionado milhões de jovens. Eles sofrem em silêncio. Depois de fechar as páginas deste livro, converse com eles. Que educação é esta que fala sobre o mundo em que estamos e se cala sobre o mundo que somos? Pergunte sempre aos seus filhos: "O que está acontecendo com você?", "Você precisa de mim?", "Você tem vivido alguma decepção?", "O que eu posso fazer para torná-lo mais feliz?".
De que adianta você cuidar diariamente da nutrição de bilhões de células dos seus filhos mas descuidar da nutrição psicológica? De que adianta terem um corpo saudável se são infelizes, instáveis, sem proteção emocional, fogem dos seus problemas, têm medo das críticas, não sabem receber um "não"? Nenhum pai no mundo daria alimento estragado aos filhos, mas fazemos isso com a nutrição psicológica. Não percebemos que tudo que eles arquivam controlará suas personalidades.
Alimente a personalidade de seus filhos com sabedoria e tranqüilidade. Fale das suas peripécias, dos seus momentos de hesitação, dos vales emocionais que atravessou. Não deixe que o solo da sua memória se transforme numa terra de pesadelos, mas num jardim de sonhos.
Não se esqueça de que tropeçamos nas pequenas pedras e não nas montanhas. As pequenas pedras no inconsciente se transformam em grandes colinas.
O pessimismo é um câncer da alma
Você pode não ter dinheiro, mas, se for rico em bom senso, será um pai ou uma mãe brilhante. Se você contagiar seus filhos com seus sonhos e entusiasmo, a vida será enaltecida. Se for um especialista em reclamar, se mostrar medo da vida, temor pelo amanhã, preocupações excessivas com doenças, estará paralisando a inteligência e a emoção deles.
Sabe quanto tempo demora um conflito psíquico, sem tratamento e sem fundo genético, para ter remissão espontânea? Às vezes, três gerações. Por exemplo, se um pai tem obsessão por doenças, um dos filhos poderá registrar esta obsessão continuamente e reproduzi-la. O neto poderá tê-la com menos intensidade. Somente o bisneto poderá ficar livre dela. Quem estuda os papéis da memória sabe da gravidade do processo de transmissão das mazelas psíquicas.
Demonstre força e segurança aos seus filhos. Diga freqüentemente a eles: "A verdadeira liberdade está dentro de você", "Não seja frágil diante das suas preocupações!", "Enfrente as suas manias e ansiedade", "Opte por ser livre! Cada pensamento negativo deve ser combatido, para não ser registrado".
O verdadeiro otimismo é construído pelo enfrentamento dos problemas e não pela sua negação. Por isso, as palestras de motivação raramente funcionam. Elas não dão ferramentas para gerar um otimismo sólido, que nutre o "eu" como líder do teatro da inteligência. Por isso, a linha deste livro é de divulgação científica. Meu objetivo é dar ferramentas.
De acordo com pesquisas em universidades americanas, uma pessoa otimista tem 30% de chances a menos de ter doenças cardíacas. Os otimistas têm menos chances ainda de ter doenças emocionais e psicossomáticas.
O pessimismo é um câncer da alma. Muitos pais são vendedores de pessimismo. Já não basta o lixo social que a mídia deposita no palco da mente dos jovens, muitos pais transmitem para eles um futuro sombrio. Tudo lhes é difícil e perigoso. Estão preparando os filhos para temer a vida, fechar-se num casulo, viver sem poesia. Nutra seus filhos com um otimismo sólido!
Não devemos formar super-homens, como preconizava Nietzsche. Pais brilhantes não formam heróis, mas seres humanos que conhecem seus limites e sua força.
 
 
Protegendo a infância para proteger tudo
por Ariovaldo Ramos


"Assim também o Pai de vocês, que está no céu, não quer que nenhum destes pequeninos se perca." Mateus 18.14.
A infância não deve ser protegida apenas por causa da fragilidade física e emocional do ser humano nesse período; mais que isso, é na infância que o ser humano mais do que aprende a ser gente, aprende a amar ser gente.
Quando se aprende a amar ser gente, aprende a amar tudo o que nos cerca e nos permite ser gente. Aprende-se que fazemos parte de algo maior que nós, e que, por sermos os seres mais dotados de inteligência do planeta, recai sobre nós a grande responsabilidade por sua manutenção e por sua qualidade de existência. Quando se aprende a amar ser gente, aprende-se a amar gente, a nos vermos como uma grande família, onde todos devem trabalhar pelo bem de todos, com uma visão comunitária de qualidade de vida. Quando se aprende a amar ser gente, passa-se a desejar ser gente cada vez melhor, e, então, passa-se a procurar os melhores exemplos de gente para se imitar, gente como Jesus de Nazaré, por exemplo. E essa busca pela excelência do Ser eleva a qualidade de tudo o que está à nossa volta, e de todos os nossos relacionamentos.
Há muito que fazer, não apenas para tirar as crianças do trabalho infantil, mas para garantir-lhes educação e recreação de qualidade, saúde física e emocional, o que passa necessariamente pela distribuição de renda e pela adequada prestação de serviços por parte do Estado, de modo que seus pais possam viver com dignidade, a família possa ser preservada e o carinho tenha espaço para crescer, porque, como diz o ditado popular: "quando a miséria entre pela porta, o amor pula pela janela".
Não há paz onde não há dignidade financeira, emocional e física. A igreja pode e tem ajudado, principalmente, na questão emocional, mas nada substitui o papel do Estado no que tange à justiça social e à qualidade de serviços públicos. Precisamos construir uma Nação e um Estado onde as crianças amem ser gente.

VONTADE DE DEUS



Como podemos conhecer a Vontade de Deus:
A)    Através dos princípios da Palavra. (Gn.24.7)" O Senhor Deus dos céus, que me tomou da casa de meu pai e da terra da minha parentela, e que me falou, e que me jurou, dizendo: À tua descendência darei esta terra; ele enviará o seu anjo adiante da tua face, para que tomes mulher de lá para meu filho".
B)    Através da oração. (Gn 24. 11,12) "E fez ajoelhar os camelos fora da cidade, junto a um poço de água, pela tarde, ao tempo que as moças saíam a tirar água. E disse: Ó Senhor, Deus de meu senhor Abraão, dá-me hoje bom encontro, e faze beneficência ao meu senhor Abraão!"
C)    Através da sua paz no coração. (Rm.14.22,23) "Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado".
D)    Através das circunstâncias. (Atos 16.6-10) Deus revelava a Paulo sua vontade através das circunstâncias.
2.      Outros aspéctos importantes a considerar:
A)      Quando eu desejo algo que esta afinado com a vontade de Deus, Ele tem prazer em me atender e fazer cumprir meus sonhos (Salmo 37.4).
B)      Quando esta indo tudo bem não significa que estou na vontade de Deus, ou ao contrário, quando tudo esta mal eu estou fora da vontade de Deus. (Mc. 4.35-41) Este texto de Marcos diz que os discípulos fizeram o que Jesus mandou, levaram-no com eles, e no entanto levantou-se um grande temporal. Estavam fazendo a vontade do Senhor, estavam com o Senhor e houve tempestade. Nem sempre as tempestades significam que -estamos fora da vontade do Senhor.
C)      Nunca pense que a desobediencia deliberada ao Senhor pode impedir o retorno ao centro da vontade de Deus. A nossa desobediência não surpreende ao Senhor. A sua graça nos alcança até o mais profundo abismo. Lembra de Jonas? (Jn. 1,2)


Pergunta: MEUS FILHOS NÃO ME OBEDECEM NEM RESPEITAM. O QUE POSSO FAZER?

 Quando seus filhos não lhe obedecem ou não a respeitam, considere uma nova abordagem ouvindo o que eles têm a lhe dizer. Fiquei impressionado com um livro intitulado Relief for Hurting Parentes (Alívio Para Pais Sofredores), por Buddy Scott. Um dos conceitos apresentados é que nossos filhos nos ensinam o que fazer e como reagir por suas ações. Esta pode ser uma idéia nova para você. Eis aqui alguns exemplos, e note como as con­seqüências estão de acordo com a ofensa:
Filhos que nos ensinam que não podemos confiar neles quando estão fora de nossas vistas precisam permanecer sob nossas vistas (em casa e mais vigiados).
Filhos que nos ensinam que dão uma festa em nossa casa quando nós, os pais, estivermos fora da cidade não podem mais receber a confiança de ficar sozinhos em casa.
Filhos que nos ensinam que não podemos confiar no que nos dizem precisam entender que estaremos averiguando quase tudo o que nos disserem.
Filhos que nos ensinam que não pode­mos confiar neles para permanecer sóbrios precisam não ter mais permis­são para dirigir o carro da família (ou o carro pelo qual assumimos respon­sabilidade conjunta).
Filhos que nos ensinam que permitirão que suas notas caiam precisam ser supervisionados mais de perto em seus estudos, precisam assistir a menos TV e brincar menos com jogos de vídeo, e precisam receber averiguação mais freqüente na escola.
Filhos que nos ensinam que usarão sua privacidade para planejar coisas contra os valores morais da família precisam ter sua privacidade invadida para poderem ser vigiados mais de perto.
Filhos que nos ensinam que usarão o telefone em seus quartos para conver­sar com a turma errada terão seus aparelhos removidos do quarto.
Filhos que nos ensinam que precisam de aconselhamento, terão aconselhamento providenciado.
Filhos que nos ensinam que não estão fazendo o esforço de se lembrar de pegar o dinheiro para o lanche precisam solucionar sua própria fome sem mamãe ou papai ir até a escola.
  Filhos que nos ensinam que não estão fazendo o esforço de colocar sua roupa suja na cesta de roupa suja precisam lavar suas próprias roupas aquela semana.
Filhos que nos ensinam que não estão levando a sério suas tarefas precisam postergar suas próprias atividades (privilégios na família) até que as tarefas tenham sido completadas.
Este conceito precisa ser explicado a seu filho. As crianças têm o poder de tornar as coisas melhores para si mesmas e quando o tiverem percebido, talvez seu mau comportamento seja afetado.
Segue-se um exemplo disto:
Davi, sua mãe e eu descobrimos como rotular o que tem acontecido em nossa casa. Você é o professor, e nós os alunos que reagem. Estamos reagindo ao que você nos tem ensinado com as atitudes e ações que nos tem mostrado.
Ora, nós dois queremos a mesma coisa. Você quer mais liberdade e privilégios, e queremos essas coisas para você. Queremos poder confiar em você o suficiente para lhe dar mais indepen­dência. Nosso sonho durante todos estes anos tem sido o de criar filhos dignos de confiança.
Como professor, Davi, você é quem manda. Se escolher nos ensinar a confiar em você, reagiremos confiando em você.
Se escolher nos ensinar a desconfiar de você, reagiremos fazendo uma porção de perguntas e averiguando as coisas. Se escolhemos ensinar a não confiar em você, reagiremos não deixando você sair de casa a fim de podermos supervisionar você mais de perto e lhe dar a oportunidade de nos ensinar a confiar em você de novo.
Faremos qualquer coisa que nos ensinar. Seremos sensíveis.